Ouvi uma voz que não conhecia
Implicado na minha metamorfose, desfiz antigos nós. Acabei descobrindo outros, mas eles já estavam lá, eu sei. Talvez até esteja ficando bom em desatar nós, o que me complica é me defrontar com a liberdade daquilo que eles amarravam.
E é assim pro bem e pro mal. O professor de canto foi preciso – “sua voz tá saindo baixo pq você está querendo fazer certo, não está querendo errar, tem que deixar o som sair, depois a gente corrige”. Se ele fosse lacaniano ia me mandar prá casa na hora. Aproveitei que ele não era nem freudiano nem nada e ri sozinho por dentro com a segurança de que ele não tinha entendido a própria interpretação. Aí tentei de novo, direito, me olhando no espelho e de repente ouvi uma voz que não conhecia, era eu. Quando eu vi era eu.
e continua…
(é claro)
Paula disse,
21/06/2010 às 13:35
Adorei! Mas vc está me deixando com raiva de Lacan, não quero mais ir embora assim tão cedo, quero ficar!!!
Parabéns pela voz, parabéns por vc!!!
Beijos, muitos
equidistante disse,
17/10/2010 às 19:54
solta a voz!! hahaha… aiai… eh isso ai. =* a liberdade sem o medo dela n adianta, n lhe serve de nada. estar livre sem ver os limites que isso impoe n faz ver ateh onde vc pode chegar!